O “tractor” de quatro patas

Apresentamos o Arinto. Quando nos visitarem ele irá ao vosso encontro. A paisagem portuguesa estava outrora povoada de burros como o Arinto. Hoje ele faz parte de uma raça rara e diminuta. 

Arinto é um burro de Miranda. Durante séculos eles foram os “braços e as pernas” da agricultura portuguesa. Transformaram paisagens áridas em terras lavráveis. Com as suas pernas poderosas e peito musculado foram o tractor de famílias que não podiam comprar um. Os burros de Miranda são afáveis e companheiros, e mais sociáveis e dóceis do que outras raças. Irão descobrir isso, mal entrem no recinto de Arinto. 

Com a chegada de automóveis e de maquinaria agrícola a preços mais baixos, o número de burros de Miranda diminuiu. Muitos foram abandonados. Mas aqueles que mantiveram os seus burros fizeram-no pela companhia e afecto. Actualmente 90 por cento dos donos dos burros de Miranda têm mais de 75 anos, incapazes de se separar dos animais com quem tanto partilharam. 

Mas este carácter de animal de companhia está dar ao burro de Miranda um novo papel. Actualmente, milhares de pessoas que sofrem de ansiedade e de outras desordens de saúde mental são tratadas através da Asinoterapia. Aqui o burro é um “co-terapeuta”, tornando-se particularmente efectivo em crianças com incapacidade. Também nós aqui na Quinta achamos esta terapia útil, em particular depois de um dia difícil. Há poucos problemas que não podem ser aliviados após uma conversa particular com o Arinto.

Os portugueses criaram este burro de Miranda. Apurámos o seu esqueleto poderoso.  As suas longas orelhas, macias e peludas, cascos amplos. Fizemo-los um pouco à nossa semelhança. De tal forma que o leite do burro de Miranda é considerado mais próximo do leite humano do que o de qualquer outro animal no mundo. A Quinta da Boa Esperança foi fundada para viver em harmonia com a natureza. Arinto e o burro de Miranda são a prova viva dessa harmonia. É por isso – e por muitas outras razões – que o adoramos.

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